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Lula libera R$ 18,5 bilhões para mitigar impactos de tarifas dos EUA

Credito vai ajudar empresas afetadas pelas tarifas e instabilidade global

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 15:50
Lula libera R$ 18,5 bilhões para mitigar impactos de tarifas dos EUA

Em resposta às tarifas adicionais de 25% que incidem sobre produtos brasileiros no mercado americano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito. Essa ação visa apoiar empresas impactadas por essas medidas e pela atual instabilidade no Oriente Médio.

Além disso, Lula sancionará uma nova lei que destina R$ 15 bilhões para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, um programa lançado anteriormente para ajudar empresas a lidarem com o primeiro aumento de tarifas dos EUA. Essa legislação transforma em lei uma medida provisória editada em março de 2026.

Linhas de Crédito e Regras

Os recursos disponibilizados serão direcionados para empresas exportadoras em vários setores, incluindo indústria, agricultura, mineração e pesca. Para acessar esse crédito, as empresas precisarão atender a algumas condições, como a manutenção de uma parte dos postos de trabalho.

O aumento das tarifas americanas afetou diretamente a dinâmica de exportação do Brasil, motivando esta intervenção do governo.

Reuniões Setoriais e Negociações

A aprovação da nova lei ocorre logo após uma série de reuniões entre o governo e representantes dos setores mais impactados pelo tarifaço. Essas conversas têm como objetivo captar as necessidades das empresas e elaborar estratégias para mitigar os efeitos das tarifas sobre as exportações.

Contexto do Brasil Soberano

O Brasil Soberano é um programa do BNDES que foi criado para oferecer apoio financeiro a empresas exportadoras em tempos de crise internacional, especialmente aquele enfrentado devido ao primeiro tarifaço dos EUA.

Recentemente, representantes brasileiros tentaram dialogar com autoridades americanas para reivindicar a revisão das tarifas, argumentando que a decisão da Casa Branca foi movida por fatores políticos, sem considerar aspectos como desmatamento ou documentação proposta pelo Brasil.

O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou que o Brasil não busca retaliações, mas sim maneiras diplomáticas de abordar a situação, enfatizando que a reciprocidade econômica será considerada quando necessário.

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