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economia
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Ministro do MDIC explica uso de R$ 18,5 bilhões sem impacto fiscal

Recursos do Plano Brasil Soberano III virão de montantes não utilizados

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 04:05
Ministro do MDIC explica uso de R$ 18,5 bilhões sem impacto fiscal

O ministro Márcio Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), anunciou que os R$ 18,5 bilhões destinados ao Plano Brasil Soberano III não terão consequências fiscais. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (22).

Segundo Elias, os investimentos provêm de R$ 13,5 bilhões que foram deixados para trás no Brasil Soberano 1, enquanto os R$ 5 bilhões complementares virão do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na coletiva, o ministro enfatizou que esses recursos, que foram inicialmente alocados pelo Tesouro, retornaram ao Tesouro por não terem sido gastos, não gerando assim qualquer impacto fiscal.

Recursos do Brasil Soberano 1 que não foram utilizados serão empregados no novo plano.

Elias também observou que nem todo o montante disponível será necessariamente utilizado. "Quando falamos dos R$ 18,5 bilhões, são valores até um teto, não uma certeza de gasto integral", afirmou. Ele destacou que parte dos recursos disponíveis resulta do Brasil Soberano 1 e que a medida provisória referente ao programa expirou em dezembro passado, deixando sobras.

Na mesma coletiva, o Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, acrescentou que os aportes são classificados como despesas financeiras, não afetando o resultado primário do governo. Ele mencionou que o público-alvo do plano além das empresas atingidas por tarifas dos Estados Unidos, inclui setores prejudicados por conflitos internacionais, como o setor de fertilizantes, e áreas consideradas estratégicas para a balança comercial, como minerais críticos.

Contexto Importante

O Plano Brasil Soberano III foi estruturado com base em uma Medida Provisória emitida pelo governo, visando atender setores vitais da economia impactados por políticas tarifárias e conflitos internacionais.

Além disso, a expectativa do governo é que um anúncio infracional da nova tarifa, relacionada a uma investigação sobre práticas de trabalho forçado, ocorra até o final da semana, podendo incluir uma taxa de 12,5%.

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