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economia
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Mudanças no Simples Nacional exigem decisão de empresas até setembro

Empresas devem optar por permanecer no regime simplificado ou migrar para novo sistema tributário até setembro de 2026.

Mariana Souza17 de abril de 2026 às 09:35
Mudanças no Simples Nacional exigem decisão de empresas até setembro

O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) anunciou uma nova resolução que impõe às empresas enquadradas no Simples Nacional, limitadas a um faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais, a escolha entre continuar no regime simplificado ou migrar para um novo sistema tributário até o final de setembro de 2026.

As empresas que decidirem deixar o Simples Nacional poderão descontar impostos pagos em etapas anteriores no novo regime híbrido. A medida visa facilitar a transição para as mudanças que ocorrerão a partir de 2027, quando tributos como PIS, Cofins e IPI deixarão de existir para a maioria dos produtos, exceto os da Zona Franca de Manaus produzidos em outros locais.

Importante: a norma não se aplica ao Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais (SIMEI), que mantém regras próprias para microempreendedores individuais.

A extinção dos tributos mencionados faz parte da reforma tributária aprovada em 2024 e sancionada no ano passado, com o objetivo de simplificar o sistema de consumo e fornecer mais segurança jurídica às pequenas empresas.

Prazo e Regularização

As empresas têm até o dia 30 de setembro de 2026 para formalizar a opção pelo Simples Nacional para o ano-calendário de 2027. Se uma empresa não for aprovada, terá 30 dias para regularizar pendências, incluindo dívidas tributárias, para que sua solicitação seja reconsiderada.

Além disso, também haverá a possibilidade de cancelar a opção pelo regime regular de IBS e CBS até o final de novembro de 2026.

Desafios do Novo Regime

Especialistas destacam que o novo sistema, que permite o uso de créditos tributários, trará desafios como a necessidade de organizar melhor a contabilidade e monitorar os impostos pagos ao longo da cadeia de fornecimento. Além disso, as empresas que optarem pelo novo modelo precisarão lidar com o recolhimento imediato de tributos.

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As empresas em início de atividade terão um tratamento diferenciado e a opção pelo Simples Nacional será automática na inscrição no CNPJ, garantindo acesso ao novo sistema tributário desde o início de suas operações.

A nova resolução oferece um caminho para a regularização tributária, mas exige um planejamento cuidadoso para empresas que desejam se adaptar às mudanças.

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