Medida de 25% impacta relações comerciais entre os países

Representantes do setor produtivo estão preocupados com o novo tarifaço de 25% que os Estados Unidos aplicarão sobre produtos brasileiros. Anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA, a medida foi confirmada pelo presidente Donald Trump e começará a valer no dia 22 de julho.
O governo americano justificou a imposição das novas taxas alegando que o Brasil adota práticas comerciais desleais em áreas como o Pix, o acesso ao mercado de etanol e questões relacionadas ao desmatamento. Em resposta, o governo liderado por Lula contestou a necessidade das tarifas, ressaltando o superávit que os Estados Unidos já possuem na balança comercial com o Brasil.
✨ O Brasil irá adicionar contramedidas através da Lei de Reciprocidade para lidar com essa situação.
A Fiesp expressou temor sobre como essa sobretaxa poderá prejudicar a competitividade brasileira no mercado global, sugerindo que a retaliação comercial poderia ter sido prevenida com uma abordagem mais técnica nas negociações.
A Confederação Nacional da Indústria também indicou que a nova taxa representa um aumento na insegurança para negócios no Brasil e nos EUA, já que as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram em 13%, totalizando US$ 2,6 bilhões desde 2025.
Além disso, a Câmara Americana de Comércio destacou que a medida coloca o Brasil em uma posição desvantajosa em relação a outros países, mesmo com um superávit comercial dos EUA no valor de US$ 41,8 bilhões em 2025.
Sobre quais produtos serão impactados pela tarifa, uma lista publicada pelo governo dos EUA incluiu etanol, máquinas agrícolas, vestuário e uma variedade de bens manufaturados. Contudo, mais de 1,6 mil produtos foram isentos, incluindo itens-chave como petróleo, café e carnes.
Os produtos brasileiros que ficarão livres de tarifas incluem: petróleo bruto, café, carne bovina, aeronaves, celulose, minérios e itens do agronegócio como suco de laranja e peixes.
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Jornalista especializado em Economia

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