Mudanças nas normas impactam o comércio internacional de carnes

A crescente preocupação com o uso de antimicrobianos na produção animal está moldando as novas exigências sanitárias do comércio internacional. Uma recente auditoria da União Europeia, realizada em agosto, identificou a necessidade de maior clareza nas práticas de fiscalização das prescrições veterinárias em granjas de aves, sem entrar no mérito do uso de substâncias proibidas.
Durante o evento FACTA Conecta, especialistas discutiram as diferenças significativas entre as classificações de produtos entre países e os limites de resíduos permitidos. Por exemplo, enquanto Brasil, Europa e Japão consideram os ionóforos como aditivos anticoccidianos, na América do Norte e na China, eles são vistos como antibióticos.
✨ Essas disparidades nas regulamentações podem requerer alterações nos períodos de retirada utilizados pelas agroindústrias, dependendo das exigências do mercado para qual os produtos são destinados.
Outro aspecto debatido foi a transformação dos registros sanitários em indicadores mais eficazes e automatizados. O governo brasileiro espera que a apresentação de esclarecimentos permita ao país retornar à pré-lista de exportação da União Europeia até 3 de setembro.
"A discussão sobre antimicrobianos vai além de quais substâncias são permitidas. Para uma cadeia voltada ao mercado internacional, é crucial abordar também prescrição, monitoramento e a capacidade de demonstrar conformidade com os requisitos de cada país.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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