Entidade destaca resiliência da demanda interna e queda dos juros

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou uma revisão positiva na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026, elevando a taxa de 1,6% para 2%. Para 2027, a previsão foi ajustada para baixo, de 2,1% para 1,9%.
De acordo com o novo relatório da OCDE, divulgado na última quarta-feira (23), o Brasil se destaca entre as economias emergentes do G20 por manter um crescimento considerável, mesmo diante de choques provenientes da guerra no Oriente Médio e da elevação dos preços de energia.
✨ O crescimento é sustentado por uma 'demanda doméstica resiliente', que garante continuidade na economia, refletindo em consumo e investimentos robustos.
Além disso, a OCDE atribui a resiliência da economia brasileira também às políticas públicas que ajudaram a mitigar os impactos dos altos preços da energia sobre as famílias e empresas. Outro ponto crucial mencionado é a queda na taxa de juros, que é uma exceção entre os países do G20; desde março, a taxa básica no Brasil caiu mais de um ponto percentual.
A expectativa de mais reduções da taxa de juros está ligada à desaceleração da inflação nos próximos meses. Em âmbito global, a OCDE também revisou positivamente sua projeção de crescimento para 2026, passando de 2,8% para 2,9%.
Entretanto, a organização alerta para riscos que ainda rondam a economia, incluindo a persistência da alta nos preços de energia, que poderá impactar a inflação e o poder de compra das famílias brasileiras.
Expectativa é de que o crescimento mundial possa sofrer uma desaceleração no final de 2026 e início de 2027, antes de iniciar uma recuperação gradual, dependendo da resolução do conflito no Oriente Médio.
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Jornalista especializado em Economia

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