ONU prevê desaceleração econômica nos EUA e China até 2027
Relatório aponta impacto de preços de energia e custos elevados

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou a expectativa de desaceleração do crescimento econômico nos Estados Unidos e na China entre 2026 e 2027, conforme detalhado em um relatório publicado nesta terça-feira (19). Essa revisão surge em um contexto de alta nos preços de energia, influência do conflito no Oriente Médio, além de taxas de financiamento elevadas e menor investimento em diversas economias.
Para os Estados Unidos, a previsão é de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em 2026, reduzindo-se levemente em relação aos 2,1% esperados para 2025. Em 2027, a projeção permanece em 2%, caindo 0,2 ponto percentual em comparação com avaliações anteriores. O documento da ONU atribui essa desaceleração, em parte, aos altos rendimentos de títulos a médio e longo prazo e ao aumento dos preços da energia.
No caso da China, a expectativa de crescimento é de 4,6% para 2026 e 4,5% para 2027, após um crescimento de 5% em 2025. A ONU salienta a continuidade do apoio público ao consumo e ao investimento em setores como manufatura e infraestrutura, mas também destaca a fragilidade persistente do mercado imobiliário e a possibilidade de diminuição das exportações após embarques precoces no ano anterior.
✨ O relatório também revisou a previsão de crescimento da zona do euro de 1,3% para 1,1% para 2026 e do Reino Unido de 1,1% para 0,7%.
Na União Europeia, a inflação deve subir de 2,3% em 2025 para 2,7% em 2026. Para a América Latina e o Caribe, a ONU estima um crescimento de 2,3% em 2026, após 2,5% em 2025, embora a projeção para 2027 tenha sido elevada para 2,7%.
Quanto ao agronegócio, o relatório aponta um cenário internacional de crescimento mais modesto e custos de energia mais altos, o que pode afetar variáveis como fretes, fertilizantes e custos financeiros. Contudo, não foram apresentadas estimativas específicas sobre os preços de commodities agrícolas ou as cadeias agropecuárias.
Contexto
O relatório da ONU sugere que a evolução do conflito no Oriente Médio e a inflação poderão influenciar as taxas de juros e o comércio internacional nos próximos meses, afetando, assim, a dinâmica do setor agropecuário.
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