Voltar
economia
2 min de leitura

FMI elogia Pix, mas pede reformas no Brasil para elevar competitividade

Relatório revela necessidade de suporte financeiro e legal para o Banco Central

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 15:35
FMI elogia Pix, mas pede reformas no Brasil para elevar competitividade

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enfatizou o sistema de pagamentos instantâneos Pix como fundamental para a modernização e competitividade do sistema financeiro brasileiro em sua revisão do World Economic Outlook, divulgada nesta quinta-feira (23). O FMI elogiou o Pix por promover inclusão financeira e aumentar a eficiência dos serviços para a população.

No entanto, o relatório destaca que o Brasil precisa implementar reformas urgentes em sua estrutura legal e no suporte financeiro do Banco Central. Essas mudanças são vistas como essenciais para facilitar o financiamento das operações dessa autarquia, a recomposição do quadro de servidores e a atualização do sistema de resolução bancária, tudo alinhado aos padrões internacionais para garantir a estabilidade financeira em vista da expansão das competências do BC.

O FMI elevou a previsão de crescimento do PIB brasileiro para 2,4% em 2026, acima das expectativas do mercado.

Apesar dos desafios institucionais, o FMI ajustou para cima a expectativa de crescimento do PIB do Brasil, agora fixada em 2,4% para 2026. Este otimismo é sustentado pela robustez da demanda interna e pela posição do Brasil como exportador de petróleo, beneficiado por preços elevados das commodities energéticas no cenário global.

Entretanto, o cenário macroeconômico se apresenta com diversos sinais de alerta. A expectativa é que a inflação encerre 2026 em 5,6%, superando o teto da meta estabelecida em 4,5%. A convergência para a meta central de 3% deverá se dar apenas em meados de 2028, segundo o FMI.

Além disso, a dívida bruta do governo geral deverá atingir 97,8% do PIB em 2026, podendo escalar para 106% até 2035, caso não sejam implementadas novas medidas fiscais. O FMI sugere um ajuste fiscal de 3 pontos percentuais do PIB entre 2026 e 2031, incluindo ações como a eliminação de despesas tributárias ineficientes e a desvinculação de benefícios previdenciários do salário mínimo.

O Fundo também alertou que a economia brasileira continua suscetível a choques externos, como o agravamento de conflitos no Oriente Médio, o que pode afetar a inflação global. O ambiente comercial tornou-se mais complicado com o aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o que pode elevar o prêmio de risco e desencorajar investimentos privados.

Por outro lado, a ratificação do acordo entre Mercosul e União Europeia é vista como uma oportunidade potencial para aumentar as exportações agrícolas brasileiras em até 14% a longo prazo.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia