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    Economia
    2 min de leitura

    Preços globais de alimentos sobem em setembro de 2026 com valorização de cereais

    Índice da FAO registra alta de 1,5% em relação ao mês anterior e de 6% em relação ao ano passado.

    Gabriel RodriguesPostado há 52 minutos
    A
    Preços globais de alimentos sobem em setembro de 2026 com valorização de cereais
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    Os preços globais dos alimentos registraram um aumento em setembro de 2026, com a valorização de cereais, óleos vegetais e açúcar sendo os principais responsáveis por esse crescimento. O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) subiu para 136 pontos, refletindo uma elevação de 1,5% em relação a agosto e de 6% comparado a setembro de 2025.

    Apesar da alta, o índice permanece 15% abaixo do nível máximo alcançado em março de 2022. O segmento de cereais destacou-se, apresentando um aumento mensal de 5% e uma valorização de 17% em um ano. O preço do trigo, por exemplo, subiu 6%, atingindo o maior patamar desde agosto de 2023.

    ✨ As restrições logísticas na região do Mar Negro e as condições climáticas secas na América do Norte pressionaram os preços dos cereais.

    Outro produto que teve alta foi o milho, com um aumento próximo de 6%, alcançando o maior nível em mais de três anos, em função da produção abaixo do esperado nos Estados Unidos e da menor disponibilidade para exportação no Brasil. Problemas no comércio internacional, além das preocupações com os custos de combustíveis, fertilizantes e fretes, também afetaram o mercado.

    Outros preços relevantes também tiveram destaque, como o sorgo, que avançou 14%, e a cevada, que subiu 3,9%. O arroz apresentou uma valorização de 1,4%. No campo dos óleos vegetais, houve um aumento de 0,9% no mês e de 18% em comparação ao ano anterior, em grande parte devido à alta do óleo de palma. O óleo de soja, por outro lado, se manteve estável devido à demanda do setor de biocombustíveis.

    O açúcar também foi influenciado por essa tendência, com um aumento de 6% em setembro e 15% em um ano, atingindo o maior nível desde abril de 2025. Em contraposição, os preços das carnes apresentaram um recuo de 1,1%, principalmente devido à queda nos preços das aves e suínos, enquanto os lácteos mostraram uma leve redução de 0,1%.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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