Real se valoriza com queda do dólar e inflação abaixo do esperado
Inflação menor aumenta expectativa de corte na Selic

O real iniciou a manhã do dia 10 de junho com uma leve alta, refletindo a perda de força do dólar em um contexto favorável para moedas fortes e outras divisas ligadas a commodities. Essa valorização do real também foi impulsionada pela queda nos juros futuros, fruto do recuo dos rendimentos dos Treasuries.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu apenas 0,16% em junho. Este número veio surpreendentemente abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 0,26% e 0,37%, com uma mediana de 0,31%. Em comparação, em maio, o índice havia registrado uma alta de 0,58%.
✨ No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação caiu de 4,72% para 4,64%, enquanto que no ano, a taxa é de 3,36%.
Esse resultado reforçou a percepção de uma desaceleração inflacionária mais acentuada do que o previsto, aumentando as chances de um corte na taxa Selic já em agosto. No exterior, a diminuição das tensões no Oriente Médio contribuiu para a perda de força do dólar, levando a uma menor busca por ativos de proteção.
Enquanto isso, o petróleo apresentou volatilidade, com preços subindo novamente após um breve recuo. Informações do The New York Times indicam que Estados Unidos e Irã retomarão contatos diplomáticos mediando pelo Catar, entanto, a retórica entre os países permanece tensa, sem garantias de que isso evitará novos conflitos.
Além disso, a Reuters trouxe à tona que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos identificou riscos à segurança nacional nas importações de aeronaves e componentes, embora não tenha recomendado a imposição de novas tarifas.
Na Europa, a Comissão Europeia concluiu que a Meta infringiu a Lei de Serviços Digitais ao utilizar recursos que podem ser considerados viciantes no Instagram e Facebook.
Diante desse contexto, o mercado brasileiro reagiu positivamente, com o real se valorizando suavemente e os juros futuros em queda, em virtude da inflação mais baixa e ao enfraquecimento do dólar no cenário internacional.
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