Subsídio ao diesel: apenas duas federações não aderem
Governo federal investirá 4 bilhões com proposta de ajuda ao combustível

O Ministério da Fazenda anunciou nesta segunda-feira (6) que, das 27 unidades federativas, apenas duas não aceitarem o subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado. Essa ação, parte de um pacote para conter o aumento dos preços dos combustíveis, será financiada igualmente pelo governo federal e pelos estados que optaram pela adesão.
O ministro Dario Durigan revelou que está dialogando com os governadores para convencê-los a se juntarem ao acordo. O subsídio temporário é de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com a divisão de custos entre a União e os estados, cada um assumindo R$ 0,60.
✨ O custo total do subsídio será de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação.
Inicialmente, o governo estimava que a medida custaria R$ 3 bilhões, mas a previsão foi ajustada. O Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz) esclareceu que a contribuição dos estados será proporcional ao consumo de diesel em cada região, embora os critérios exatos ainda estejam sendo definidos.
Vale destacar que a adesão ao subsídio é voluntária, e os estados que optarem por não participar não terão suas cotas redistribuídas entre os demais, respeitando a autonomia de cada unidade da federação.
Além da medida voltada ao diesel importado, foi anunciado um subsídio adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido internamente. Esta proposta também terá validade por dois meses e exigirá um investimento total de R$ 6 bilhões, que será integralmente suportado pela União.
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