Medidas emergenciais visam mitigar efeitos da alta do petróleo sobre companhias aéreas.

Em uma medida para conter os efeitos da alta do petróleo, o governo federal lançou hoje uma Medida Provisória (MP) que introduz duas novas linhas de crédito para companhias aéreas e zera o PIS/Cofins sobre o Querosene de Aviação (QAV).
As iniciativas, que entram em vigor imediatamente após a publicação da MP, visam aliviar a pressão dos custos dos combustíveis enfrentados pelas empresas aéreas.
A primeira linha de crédito, com o apoio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), deve financiar até R$ 2,5 bilhões por empresa, focando na reestruturação financeira. Já a segunda linha será exclusiva para capital de giro, com R$ 1 bilhão disponível e condições que serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), implicando risco da União.
✨ Os financiamentos serão disponibilizados através do BNDES ou por instituições designadas.
As companhias aéreas terão até dezembro para pagar as tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira (FAB) referentes aos meses de abril, maio e junho, facilitando a gestão de caixa das empresas.
Com relação à isenção do PIS/Cofins sobre o QAV, estima-se uma economia de R$ 0,07 por litro. Esta isenção será compensada pelo aumento do IPI, que terá sua alíquota elevada de R$ 2,25 para R$ 3,50, com previsão de arrecadação adicional de R$ 1,2 bilhão.
As recentes altas nos preços da gasolina e do petróleo têm pressionado significativamente o setor aéreo, levando o governo a implementar medidas emergenciais para garantir a sustentabilidade das operações.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Medida abrange 200 produtos e visa desonerar custos da indústria e garantir abastecimento.

Moeda oscila de forma contida; Banco Central realizou leilões para atuar no câmbio e o mercado acompanha discurso no simpósio de Jackson Hole.

No último fechamento disponível (21/08/2026) a moeda recuou diante de alívio externo; investidores seguem de olho em dados dos EUA e fluxo para o Brasil.

Análise aponta que novas tarifas elevam custos para alguns setores, mas lista de exceções reduz impacto econômico geral.