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economia
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Taxas de Juros Futuras sobem após EUA revogarem licença do Irã

Impacto da mudança nos mercados financeiros

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 18:50
Taxas de Juros Futuras sobem após EUA revogarem licença do Irã

As taxas de contratos futuros de juros negociados na B3 encerraram a terça-feira, 7 de dezembro, em alta, após os Estados Unidos revogarem uma licença que autorizava a produção, distribuição e venda de petróleo bruto e produtos petroquímicos oriundos do Irã. Essa decisão gerou aversão ao risco, influenciando o comportamento dos mercados financeiros.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 subiu de 13,991% para 14,015%. Para o vencimento em janeiro de 2029, a taxa aumentou de 14,188% para 14,275%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,321% para 14,37%.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que cancelou a autorização que vigorava desde 21 de junho, datada para expirar em 60 dias, ou seja, antes da finalização prevista de um acordo de paz entre Washington e Teerã. Essa revogação intensificou a alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar americano, que alcançou R$ 5,16 por volta das 16h11.

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A autoridade fiscal do Brasil está pronta para atuar no mercado, caso necessário, conforme declarou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

O preço do petróleo Brent, referência para a Petrobras, também subiu, fechando em alta de 3,01%, a US$ 74,16 por barril.

Contexto Econômico

A revogação da licença pelo governo dos EUA é um fator importante, pois destaca o aumento das tensões geopolíticas e suas repercussões nas economias global e local.

Antes da decisão dos EUA, as taxas de juros locais apresentavam um comportamento mais estável. No entanto, as preocupações com o movimento no mercado de petróleo e a alta do dólar, juntamente com a flutuação nos rendimentos dos Treasuries, trouxeram uma pressão adicional. As movimentações no mercado também foram influenciadas pelas declarações do secretário do Tesouro que indicou a disposição da autoridade em atuar se necessário. Em um leilão realizado nesta terça-feira, o Tesouro Nacional ofereceu 150 mil papéis atrelados à inflação, que foram completamente absorvidos pelo mercado.

A combinação dessas reações culminou em uma abertura da curva de juros na B3, destacando as incertezas econômicas em torno do mercado internacional, especialmente com a restrição ao petróleo do Irã e as implicações para a economia brasileira.

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