Aumento é vital para descarbonização e atração de investimentos

Especialistas afirmam que o Brasil está em posição privilegiada para aumentar em quatro vezes a produção de biocombustíveis até 2035, com o suporte de investimentos internacionais. Esta expansão é vista como crucial para a descarbonização global.
Durante um evento promovido pela Amcham em São Paulo, foram discutidas as medidas necessárias para viabilizar essa meta, como a ampliação da produção em escala industrial, a criação de um ambiente regulatório confiável e a atração de investimentos.
✨ O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, favorecendo o crescimento dos biocombustíveis.
O coordenador do Mapa do Caminho Internacional da COP 30, Pedro Brancante, explicou que, para alcançar essas metas, não necessariamente são necessárias novas políticas públicas, mas sim a correta implementação de compromissos já assumidos pelos governos.
José Fernandes, da Honeywell Brasil, destacou que o país possui soluções já estabelecidas para produzir biocombustíveis a partir de diferentes fontes, como óleos vegetais, etanol e biomassa. Contudo, é vital garantir segurança regulatória para atrair grupos internacionais.
Paula Kovarsky, da Legend, ressaltou que a expansão dos biocombustíveis pode ajudar o Brasil a reduzir sua dependência de commodities agrícolas e a aumentar o valor agregado de sua produção. O foco será no mercado internacional, que demandará combustíveis sustentáveis.
André Lavor, da Binatural, mencionou que o setor já tem bases sólidas, com potencial para direcionar soja para a produção de biodiesel, o que beneficia também a cadeia alimentar ao gerar farelo, um produto importante para a nutrição animal.
✨ Ampliar a produção de biocombustíveis pode reduzir a dependência do Brasil das importações de diesel, que somaram 17,3 bilhões de litros em 2025.
O secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marlon Arraes, chama atenção para a necessidade de financiamento direcionado aos combustíveis sustentáveis. Apesar dos altos investimentos em energia limpa, a parcela destinada aos biocombustíveis ainda é reduzida.
Ele propôs a implementação de ferramentas financeiras que possibilitem dividir os custos da descarbonização entre setores da economia, tornando os projetos brasileiros mais competitivos.
Os resultados da COP 30 reforçam a posição do Brasil nas discussões climáticas internacionais, evidenciando suas vantagens como fornecedor de biocombustíveis, como a abundância de biomassa e a experiência industrial.
O desafio é garantir que essas vantagens se traduzam em um influxo de novos investimentos, consolidando o Brasil como um líder global na oferta de combustíveis renováveis.
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