A diversificação de ingredientes deve impulsionar a produção pecuária até 2031.

Um estudo recente realizado pela RaboResearch destaca a expansão dos biocombustíveis e suas implicações no setor de alimentação animal no Brasil. O levantamento revela que o aumento da produção de grãos secos de destilaria (DDG), farelo de soja e sorgo está transformando a base de ingredientes, tradicionalmente dominada pelo milho e farelo de soja.
Essa diversificação cria condições favoráveis para o crescimento da produção pecuária nacional, prevendo um amplo aumento na disponibilidade de ingredientes para ração até 2031. O fato é que essa evolução também pode elevar a competitividade do Brasil na proteína animal, reduzindo a dependência de certas commodities.
✨ A pesquisa aponta que o esmagamento de soja pode alcançar 69 milhões de toneladas, adicionando 5 milhões de toneladas de farelo de soja até 2025 devido à Lei do Combustível do Futuro.
Além disso, a produção de DDGS deve crescer para 8 milhões de toneladas até 2031, e a colheita do sorgo pode passar de 6 milhões de toneladas na temporada 2025/26 para 10 milhões na de 2031. A diversificação na ração é crucial, pois representa entre 63% a 80% dos custos operacionais na pecuária, o que reforça a competitividade brasileira no comércio exterior, onde o país supera sua participação na produção mundial de carnes.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Solução inovadora reduz furtos e aumenta a eficiência na gestão do gado.

Oportunidades e desafios para o setor são analisados por especialistas

Crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior destaca produtividade, apesar da queda no rebanho.

Mercado físico apresenta estabilidade em várias praças, com frigoríficos e pecuaristas atentos ao ritmo das negociações e à demanda.