Secretário-geral da ONU critica expansão de assentamentos israelenses e violência na região.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reiterou nesta segunda-feira, 28, a necessidade de Israel interromper a 'anexação progressiva' da Cisjordânia ocupada, que foi classificada como 'profundamente alarmante' em termos de níveis de violência na região.
Guterres, em um discurso lido por Ramiz Alakbarov, representante adjunto da ONU para o Oriente Médio, reafirmou a condenação à 'expansão implacável dos assentamentos israelenses' na Cisjordânia. Ele declarou que 'a anexação progressiva da Cisjordânia é ilegal, não tem efeito jurídico e deve cessar'.
✨ O relatório apresentado ao Conselho de Segurança abrange o período de 13 de junho a 18 de setembro e aborda o cumprimento da Resolução 2334, que pede a Israel que 'cesse imediatamente e por completo todas as atividades de assentamento no território palestino ocupado'.
O líder da ONU denunciou os 'ataques persistentes e cada vez mais intensos dos colonos', as 'demolições ilegais' de propriedades palestinas e a rápida expansão dos assentamentos, salientando que tais ações violam o direito internacional e minam o direito do povo palestino à autodeterminação.
Guterres também pediu que os ataques palestinos contra israelenses cessem e destacou a responsabilidade de todos os envolvidos, criticando a 'provocação perigosa' e a 'retórica incendiária' de políticos de diversos setores. A situação se agravou desde o ataque de militantes do Hamas em 7 de outubro, que resultou em 1.221 mortes. Desde então, a ofensiva de Israel levou a mais de 74 mil mortos e 175 mil feridos em Gaza, de acordo com dados da ONU.
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Jornalista especializado em Internacional

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