Relatório destaca ataques indiscriminados e repressão interna no Irã

Investigadores das Nações Unidas relataram, nesta quinta-feira, que há fundamentos para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em ataques indiscriminados no Irã, onde a população também enfrenta graves violações de direitos humanos por parte do governo local.
O relatório, que será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos na próxima segunda-feira, solicita que os 47 membros do conselho ajam para pressionar pelo fim das hostilidades, levando os responsáveis a justiça e oferecendo asilo aos civis que buscam escapar do conflito.
Os investigadores afirmam que, após os ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, existe evidência razoável de que os EUA realizaram ataques que causaram a morte ou ferimentos em civis, assim como danos a propriedades civis.
✨ Entre os ataques citados estão os mísseis Tomahawk lançados contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, resultando na morte de mais de 150 pessoas, incluindo quase 120 crianças.
Além disso, o documento menciona um ataque que resultou na morte de 22 civis em Lamerd, onde mísseis foram empregados em áreas residenciais.
O relatório também destaca a repressão do governo iraniano contra protestos iniciados em 2025, que levaram a uma escalada da violência e uso de força letal em resposta à insatisfação popular sobre o aumento do custo de vida.
As forças de segurança do Estado foram responsáveis pela morte de manifestantes em todas as 31 províncias do Irã, afetando até 221 menores durante as manifestações.
O documento enfatiza que os civis, agora, estão entre as graves violações de direitos humanos cometidas pelo governo iraniano e os crimes de guerra durante o conflito com os EUA e Israel.
Os investigadores exigiram que as hostilidades sejam interrompidas e que medidas diplomáticas sejam tomadas para implementar uma paz duradoura, além da investigação das violações do direito internacional.
Em resposta, o governo dos EUA declarou que não reconhece a credibilidade do relatório, acusando o Conselho de Direitos Humanos de servirem a uma retórica antiamericana e de apaziguar regimes repressivos.
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Jornalista especializado em Justiça

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