O tratado assinado em Nova York gera preocupação entre europeus e habitantes locais.

Na terça-feira, 22, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em Nova York um acordo com autoridades da Dinamarca e da Groenlândia para intensificar a presença militar dos EUA nesta região estratégica do Ártico. O tratado é parte dos esforços de Washington para confirmar sua defesa frente a possíveis ameaças, especialmente da Rússia.
Desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump manifestou interesse em ampliar os poderes americanos na Groenlândia, território rico em recursos naturais. Sua retórica inclui pretensões de incorporar essa porção europeia, juntamente com expressões similares sobre o Canadá e outros locais distantes, demonstrando uma postura imperialista.
✨ Uma pesquisa recente revelou que 81% da população europeia vê os EUA com desconfiança, e 85% desaprovam as ações de Trump em relação à Groenlândia.
A primeira-ministra dinamarquesa, Jens Frederik Nielsen, declarou que o acordo deve reconhecer a soberania da Groenlândia, embora os detalhes desse novo tratado ainda sejam obscuros. Anteriormente, em 1951, já havia um acordo que autorizava os EUA a manter bases militares na ilha, o que levanta dúvidas sobre o que realmente este novo tratado modifica.
A justificativa de Trump para o aumento da presença militar é a suposta colaboração entre chineses e russos para expandir suas atividades na região. Além disso, a mudança climática pode abrir novas rotas de navegação e tornar acessíveis recursos, como petróleo, gás e terras raras.
Entretanto, a maioria dos habitantes da Groenlândia permanece desinformada sobre os termos do novo acordo e expressa preocupação com os planos de exploração. Em resposta à proposta de anexação de Trump, vários países europeus tentaram reafirmar a importância da soberania do território.
Com sua recente assinatura, Trump afirmou que os EUA agora têm autorização para estabelecer zonas de defesa na Groenlândia, além de poder expandir suas operações na única base que possuem no território, em Pituffik. O acordo também impede a Groenlândia de permitir qualquer controle por parte de países fora da União Europeia e da OTAN sobre seus recursos.
Porém, ainda não está claro até que ponto o acordo permitirá que os EUA explorem esses recursos, especialmente após os recentes relatos de atividades não licenciadas de empresas americanas na Groenlândia, o que levanta suspeitas sobre os reais interesses de Trump.
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Jornalista especializado em Internacional

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