Voltar
Justiça
2 min de leitura

STF nega revisão de decisão sobre aposentadoria de magistrados

Procuradoria Geral da República alega prejuízo na vitaliciedade

Gabriel Rodrigues30 de junho de 2026 às 15:50
STF nega revisão de decisão sobre aposentadoria de magistrados

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a proibição da aposentadoria compulsória de magistrados, rejeitando os recursos da Procuradoria-Geral da República (PGR) que solicitavam a revisão dessa decisão.

Argumentos da PGR

A PGR argumentou que a decisão compromete a vitaliciedade, que é uma garantia constitucional, permitindo que juízes e membros do Ministério Público permaneçam em seus cargos até o fim da vida. A procuradoria questionou ainda a legitimidade da Advocacia-Geral da União ao propor ações contra juízes, afirmando que essa função cabe exclusivamente ao Ministério Público Federal.

Defesa do STF

Durante a sessão de julgamento, o ministro Flávio Dino ressaltou que o STF tem a competência para julgar cada caso individualmente, conforme estabelece o artigo 102 da Constituição. Ele enfatizou que a vitaliciedade não equivale a imunidade, destacando que a imposição de penalidades ainda é válida.

Dino citou que ações contra magistrados não ferem a legislação, pois são baseadas em julgamentos concretos.

O ministro explicou que, embora a aposentadoria compulsória tenha sido eliminada como sanção administrativa pela Emenda Constitucional 103/2019, isso não implica que magistrados possam atuar de maneira ilícita sem consequências.

"

A vitaliciedade não é sinônimo de imunidade ou impunidade. O magistrado que comete crimes não está servindo bem ao País.

Flávio Dino

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça