Ministro do STF apresenta manifestação ao presidente da Corte negando irregularidades e acusando motivações políticas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou publicamente pela primeira vez sobre as suspeitas levantadas em relatórios da Operação Compliance Zero, que investiga o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro. Na manifestação enviada ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, nesta segunda-feira (14), Moraes negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro.
Moraes classificou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações de terceiros, argumentando que a ofensiva possui motivações 'político-eleitorais'. A manifestação acontece na véspera do julgamento em que o STF analisará um relatório da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e discutirá se existem elementos suficientes para iniciar uma investigação sobre Moraes.
✨ Moraes sustenta que a investigação é ilegal, já que não teve autorização da Procuradoria-Geral da República.
No seu documento, o ministro contesta a legalidade da investigação, alegando que foi instaurada sem o devido pedido da PGR e sem autorização do plenário do STF. Ele defende que o relatório não aponta qualquer indício de infração penal, somente se baseia em anotações encontradas no celular de Vorcaro. Moraes também se defende afirmando que nunca teve conhecimento da Operação Compliance, não contatou autoridades investigativas e não vazou informações.
Moraes argumenta que a prisão de Vorcaro, que ocorreu quando ele se preparava para embarcar no Aeroporto de Guarulhos, demonstra que não havia vazamento de informações. O ministro ressalta que a investigação não apresenta mensagens que indiquem quaisquer irregularidades de sua parte.
Em resposta, o ministro André Mendonça, que determinou a investigação, justificou que havia elementos suficientes para aprofundar a apuração sobre uma suposta rede de influência ligada a Vorcaro. Mendonça afirmou que o objetivo era entender se houve vazamento de informações sigilosas.
O STF deve decidir sobre a validade do relatório da PF e o futuro das investigações, incluindo a possibilidade de anulação do documento ou a abertura de nova investigação.
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Jornalista especializado em Justiça

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