Júri rejeita alegações de que herbicida apresenta defeitos de fabricação.

A Bayer, empresa multinacional do setor agroquímico, obteve uma vitória em um tribunal dos Estados Unidos. Um júri do Missouri decidiu a favor da companhia em um julgamento relacionado ao herbicida Roundup, rejeitando as alegações de três mulheres que afirmavam ter desenvolvido câncer após usar o produto.
Na quinta-feira (29), os jurados concluíram que o Roundup não apresentava defeitos de fabricação e, portanto, não deveria ter seu comércio vetado. Esta decisão marca um marco importante em um longo processo de litígios que já custou à Bayer mais de 10 bilhões de dólares desde a aquisição da Monsanto em 2018.
✨ A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) classifica o glifosato como provavelmente cancerígeno, embora a Bayer aponte estudos que defendem a segurança do herbicida.
O veredicto é especialmente relevante à luz de recente decisão da Suprema Corte dos EUA, que permitiu que o Roundup fosse comercializado sem rótulos de advertência. Bill Dodero, diretor jurídico da Bayer, afirmou que a decisão envia um 'forte sinal' a possíveis autores de processos.
As demandantes, Theresa Aretino, Cynthia Fernández e Betty Larkin, alegaram ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin em razão do uso do Roundup. A Bayer está buscando um acordo coletivo para encerrar os processos relacionados, estimado em 7,25 bilhões de dólares.
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