Acusações de defeito de projeto, fraude e negligência foram rejeitadas pelo tribunal.

Um júri do Tribunal de Circuito do Missouri decidiu, por unanimidade, a favor da Monsanto em um processo que envolvia o herbicida Roundup, cujos princípios ativos são baseados em glifosato. Este julgamento ocorreu na quinta-feira (29) e foi o primeiro desde a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em junho de 2026, que limitou parte das ações judiciais contra a empresa.
As reclamações foram levantadas por três autores, que alegavam defeitos de projeto, fraude e negligência. Segundo a Bayer, controladora da Monsanto, todas essas alegações foram rejeitadas pelo júri. O caso ocorreu após a Suprema Corte ter decidido anteriormente que a lei federal sobre pesticidas prevalece sobre ações judiciais estaduais acerca de advertências de segurança, especialmente quando a Agência de Proteção Ambiental (EPA) já havia declarado sua segurança.
✨ A decisão pode dificultar futuras ações judiciais contra a Monsanto, exigindo provas mais robustas para substanciar as alegações.
Bill Dodero, diretor jurídico da Monsanto, declarou que o resultado do julgamento reforça a posição da empresa de que não existem evidências suficientes para respaldar as alegações feitas nos processos relacionados ao herbicida. Recentemente, a Monsanto enfrentou milhares de ações que alegavam riscos de câncer associados ao uso do produto, resultando em bilhões de dólares em indenizações pagas até agora.
Em fevereiro, a companhia propôs um acordo que poderia alcançar até US$ 7,25 bilhões para resolver questões relacionadas a casos de câncer advindos do uso do Roundup. Em comunicado, a Bayer reiterou a segurança do glifosato, afirmando que o produto foi amplamente estudado e que sua segurança é respaldada por evidências científicas e avaliações de agências regulatórias. A empresa ainda destacou que a EPA considera o glifosato 'provavelmente não carcinogênico'.
A Bayer informou que continuará a defesa de seus produtos nos processos ainda em andamento.
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