Investigação aponta envolvimento de Marilson Roseno em grupo de monitoramento ligado a Daniel Vorcaro.

A Controladoria-Geral da União (CGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a provas que podem levar à cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da Polícia Federal. Ele é apontado pela investigação como membro de um grupo que realizava monitoramento e intimidação sob a liderança do banqueiro Daniel Vorcaro.
Esse pedido foi feito por meio de um ofício datado de 7 de maio de 2026 e enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso. O documento é parte das investigações da Operação Master, cuja retirada de sigilo foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, recentemente.
✨ A CGU pediu acesso a informações bancárias e comunicações, como mensagens de WhatsApp, que possam evidenciar recebimento de vantagens indevidas ou ações irregulares do ex-servidor.
Marilson Roseno se aposentou em 15 de agosto de 2022. O objetivo da CGU é averiguar se a penalidade prevista na legislação dos servidores públicos federais pode ser aplicada, especialmente em casos onde o servidor comete infrações enquanto ainda estava ativo. O ofício não determina a cassação da aposentadoria, mas busca provas para sustentar essa análise.
Além disso, o pedido da CGU está inserido em um requerimento mais abrangente de compartilhamento de documentos da Operação Compliance Zero, que examina irregularidades relacionadas ao Banco Master. Entre os itens solicitados, estão dados que possam demonstrar a atuação irregular de Marilson.
O voto do ministro Mendonça revela que Marilson fazia parte de um grupo informal denominado 'A Turma', que se dedicava à obtenção clandestina de informações sigilosas, monitoramento de adversários e intimidação, sempre visando proteger os interesses de Vorcaro. As investigações citam que ele utilizava sua experiência policial para facilitar o acesso a dados e vigilância sobre jornalistas, ex-empregados e críticos do grupo.
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Jornalista especializado em Justiça

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