CNJ aprova participação de juízes em entidades religiosas sem remuneração
Medida busca garantir liberdade de crença entre membros do Judiciário.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma nova norma que permite a juízes e outros membros do Judiciário atuarem de maneira voluntária e não remunerada em associações civis ligadas a crenças religiosas ou convicções filosóficas.
Essa decisão foi tomada durante a 5ª Sessão Virtual do CNJ, realizada em abril, e a resolução foi assinada pelo presidente do órgão, Edson Fachin. A norma entra em vigor imediatamente após sua publicação.
✨ A medida tem como objetivo promover a liberdade de crença religiosa e convicção filosófica entre os membros do Judiciário.
Entretanto, as atividades devem ser desempenhadas de forma não remunerada. A norma também prevê que a compatibilidade dessas funções com as responsabilidades do Judiciário, especialmente a imparcialidade e a dedicação exclusiva, será monitorada pelas instituições de controle interno dos tribunais.
Os juízes poderão atuar em uma variedade de entidades, incluindo organizações religiosas e centros de espiritualidade, bem como em lóias maçônicas e instituições dedicadas ao estudo de correntes filosóficas e religiosas. Entre as tradições permitidas estão o cristianismo, espiritismo, judaísmo, religiões de matriz africana, islamismo, hinduísmo e zoroastrismo.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

STF Debate Fim da Aposentadoria Compulsória em Casos de Juízes Infratores
Supremo Tribunal Federal analisa regulamentação para perda de cargo como pena máxima.

Decisão do STF limita 'penduricalhos' no Judiciário e MP
Magistrados e membros do Ministério Público terão nova regulamentação de verbas indenizatórias, visando economia de R$ 7,3 bilhões por ano.

Justiça garante uso de hijab para bombeira muçulmana em Porto Alegre
Decisão busca equilibrar liberdade religiosa e regras do serviço militar

Justiça bloqueia perfis de médica por desinformação sobre vacinas
Decisão visa proteger saúde pública e credibilidade da Fiocruz





