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    Justiça
    2 min de leitura

    CNJ obriga registro de intervenções policiais nas certidões de óbito

    Novo regulamento visa garantir transparência sobre mortes em ações policiais.

    Gabriel RodriguesPostado há 1 hora
    A
    CNJ obriga registro de intervenções policiais nas certidões de óbito

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabeleceu que certidões de óbito de indivíduos falecidos em ações policiais devem incluir menção expressa de que a morte foi resultado da intervenção de órgãos de segurança pública.

    Atualmente, tais documentos registravam apenas a causa médica da morte, sem considerar o contexto em que ocorreram. Com a nova determinação, é imprescindível que tanto as circunstâncias quanto a motivação da morte estejam consolidadas no registro.

    ✨ As novas diretrizes do CNJ se aplicam a mortes provocadas por agentes de segurança, como policiais civis e militares, bem como casos de desaparecimentos cujas mortes sejam posteriormente reconhecidas pelo judiciário.

    Além disso, a resolução proíbe a utilização de expressões que possam estigmatizar ou naturalizar a violência, como 'auto de resistência' ou 'confronto'. A redação sugerida pelo conselho inclui 'morte não natural, violenta, ocorrida em decorrência ou no contexto de intervenção de órgão de segurança pública'.

    O relator da proposta, ministro Edson Fachin, enfatizou que essa medida representa um progresso no combate à violência estatal e na proteção dos direitos das vítimas e seus familiares. Ele também ressaltou que a medida atende às obrigações da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, contribuindo para a formulação de políticas públicas que visem reduzir as mortes em ações de segurança.

    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Justiça com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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