Após 22 anos destinado apenas à pesquisa ambiental, local acumula relatos de maus-tratos e torturas.

O arquipélago de Coiba, composto por 38 ilhas e localizado a cerca de 25 quilômetros da costa oeste do Panamá, vai reassumir seu papel como unidade prisional, após mais de 20 anos de atividades voltadas exclusivamente à pesquisa ambiental.
Historicamente, Coiba funcionou por mais de 80 anos como uma prisão a céu aberto, onde ocorreram casos de trabalhos forçados, torturas e massacres. O local, que se tornou um Patrimônio Mundial da Unesco, agora recebe 32 detentos, a maioria de alto risco, devido a uma decisão do governo após uma fuga em massa.
✨ Entre 1968 e 1989, durante a ditadura militar panamenha, denúncias de abusos, torturas e falta de assistência médica eram comuns, culminando no fechamento da prisão em 2004.
Após a reativação da prisão, ambientalistas levantaram preocupações sobre a legalidade dessa ação, já que a legislação atual do parque não prevê a manutenção de presos. Entretanto, o Ministério do Meio Ambiente argumenta que não há impacto ambiental, pois não foram construídas novas instalações.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Magistrado critica digitalização e valoriza relações humanas

Ministro determina revisão de relatórios após irregularidades em visitas e assistência religiosa

Decisão assegura permanência de ex-casal no regime aberto

Johannes M. alegou querer aliviar o sofrimento de suas vítimas.