Ministros discutem retirada de sigilo em documentos do caso Banco Master.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está em meio a uma crise sem precedentes, com uma intensa batalha de ofícios entre seus ministros nesta sexta-feira (11).
Um ofício é um documento formal utilizado na Corte para solicitar ou comunicar ações e respostas a pedidos. Perto do meio-dia, Alexandre de Moraes enviou um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, criticando uma 'escolha seletiva' na retirada de sigilo feita por André Mendonça sobre inquéritos relacionados ao Banco Master.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) requisitou a Fachin a desclassificação do sigilo de todos os documentos envolvidos, afirmando que a liberação parcial poderia criar uma falsa sensação de transparência.
✨ André Mendonça, relator do caso, liberou o sigilo de 18 novos processos, incluindo documentos que envolvem figuras políticas como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Jaques Wagner (PT-BA).
Moraes e Zanin solicitaram acesso a uma mídia vital para discussões no plenário agendadas para terça-feira (15). Fachin concedeu um prazo de 24 horas para Mendonça liberar os documentos requisitados.
Mendonça alegou que o celular de Daniel Vorcaro, que está sob investigação, se encontra sob custódia da Polícia Federal (PF) e que ele só mantém uma cópia criptografada, negando ter feito retiradas seletivas do sigilo.
Gilmar Mendes, em ofício a Fachin, solicitou que ele assumisse a condução das questões relativas ao relatório da PF que apresentou mensagens entre Moraes e Vorcaro.
Em outra manifestação, Zanin reiterou seu pedido para acesso integral ao conteúdo do celular de Vorcaro, enquanto Moraes acusou Mendonça de direcionar a quebra de sigilos para proteger grupos políticos. Mendonça, por sua vez, justificou a remoção preventiva de diretores da PF.
No final do dia, Mendonça retirou o sigilo de mais documentos, ampliando a transparência do caso Master e dando atendimento aos pedidos da PGR.
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Jornalista especializado em Justiça

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