Eduardo Tagliaferro enfrenta processos por obstrução e violação de sigilo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu que a Defensoria Pública da União será responsável pela defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor no Tribunal Superior Eleitoral, durante um processo judicial em que ele é acusado de diversas infrações.
A audiência de interrogatório está agendada para o dia 28 de abril. Tagliaferro responde na Corte por violação de sigilo funcional, coação no âmbito processual, obstrução de investigação relacionada a uma organização criminosa e por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
✨ O ex-assessor, que atualmente reside na Itália, já foi detido pelas autoridades italianas em setembro de 2025, mas conseguiu a liberdade provisória enquanto aguarda decisão sobre a extradição solicitada pelo Brasil.
No mês passado, Moraes já havia marcado a primeira audiência do caso, mas os advogados de defesa de Tagliaferro não compareceram, levando o ministro a considerar que houve abandono da defesa e a anular a primeira oitiva. Agora, o novo encontro incluirá testemunhas indicadas pela acusação.
A Defensoria Pública, ao ser chamada na nova audiência, alegou haver um 'flagrante cerceamento de defesa', já que não teve tempo adequado para se preparar após ser incluída no processo. A Procuradoria-Geral da República afirma que Tagliaferro enviou informações sigilosas a veículos de imprensa e pode ter coagir testemunhas após deixar o Brasil.
As investigações apontam que Tagliaferro admitiu, em conversa com sua esposa, ter passado informações sigilosas ao jornal Folha de S.Paulo, o que pode reforçar as acusações de coação no processo judicial.
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Jornalista especializado em Justiça

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