Maria Virgínia Grimwood Pinto, da Polícia Civil do Pará, é suspeita de repassar informações e receber propinas.

A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi presa em Brasília durante a Operação Sinalagma, acusada de receber uma transferência de R$ 50 mil de um conhecido líder do PCC, chamado 'Gordão'.
De acordo com o delegado Ney Luiz, do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), a policial também é investigada por repassar informações sobre investigações que envolviam o suspeito e sua facção.
✨ Testemunhas afirmam que María Virgínia consultava sistemas policiais para verificar ações contra 'Gordão' e repassava informações sobre possíveis investigações a respeito dele.
A prisão aconteceu na quinta-feira (15), em um hotel, após agentes da Polícia Civil de Pernambuco, em colaboração com outros órgãos, monitorarem suas atividades. A conexão entre a delegada e 'Gordão' teria iniciado no Pará, quando o suspeito foi liberado por uma equipe na qual incluía a própria delegada, mesmo possuindo um documento falso.
Além disso, a investigação revela que 'Gordão' teria custeado viagens de Maria Virgínia para locais como Porto de Galinhas, levantando suspeitas sobre um possível relacionamento amoroso entre os dois.
A Operação Sinalagma, deflagrada em 15 de outubro de 2026, ainda resultou em 14 mandados cumpridos e bloqueios de até R$ 14,95 milhões, com a identificação de movimentações financeiras ligadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A investigação continua em andamento, com possibilidade de novas prisões e análise minuciosa dos materiais apreendidos, como relógios e joias de alto valor que podem estar vinculados à organização criminosa.
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