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Justiça
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Deputadas pedem investigação sobre crimes virtuais após acidente trágico

Investigação envolve ações de violência virtual após morte de jovem em Limeira

Ricardo Alves16 de junho de 2026 às 08:50
Deputadas pedem investigação sobre crimes virtuais após acidente trágico

As deputadas federais Érika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) solicitaram à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal a abertura de investigações sobre crimes virtuais relacionados ao trágico falecimento de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, São Paulo.

Maria Eduarda se acidentou enquanto praticava rope jump, sendo lançada de uma altura de 40 metros sem o uso de cordas. As deputadas apontam que muitos comentários nas redes sociais insinuaram práticas de violência sexual, como estupro e necrofilia, contra a jovem falecida, o que motivou suas ações.

Hilton ressaltou que as publicações representam apologia a crimes, conforme o artigo 287 do Código Penal, ao transformarem a violência sexual em algo que parece aceitável socialmente.

Em comunicado à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, Érika Hilton mencionou que os comentários ultrapassam a simples ofensa, configurando incentivo à violência. Ela enfatizou que esses comportamentos revelam um desprezo pela memória e dignidade da vítima.

Tabata Amaral também se manifestou, direcionando um pedido ao Ministério Público Federal para investigar os crimes de ódio cibernéticos relacionados ao caso. Em suas redes sociais, ela destacou que as mulheres não encontram paz nem mesmo após a morte.

Hilton e Amaral são defensoras do Projeto de Lei da Misoginia, que visa equiparar ações de ódio contra mulheres a crimes raciais, aguardando votação na Câmara dos Deputados. O texto, já aprovado pelo Senado, está sob a relatoria de Tabata e busca implementar medidas de combate à misoginia em ambientes digitais.

Contexto da proposta

O Projeto de Lei da Misoginia prevê penas que variam de dois a cinco anos por injúria motivada pelo gênero, elevando as penalidades quando crimes forem cometidos por grupos.

A expectativa é que o relatório da proposta seja votado em breve, já que a discussão sobre o combate à misoginia e crimes virtuais está ganhando destaque no cenário político atual.

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