Moção de repúdio destaca ofensas e misoginia

Nesta quarta-feira, 29, a Câmara dos Deputados manifestou seu descontentamento ao aprovar, em votação simbólica, uma moção de repúdio contra Paolo Zampolli, empresário e ex-embaixador de negócios do governo Trump, devido a comentários considerados ofensivos sobre mulheres brasileiras.
A moção foi proposta pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) e recebeu apoio majoritário, exceto da bancada do Novo, que se opôs ao requerimento. As polêmicas declarações de Zampolli foram feitas durante uma entrevista à emissora italiana RAI, onde, ao se referir a uma amiga de sua ex-esposa, a brasileira Amanda Ungaro, ele utilizou termos desrespeitosos e insultuosos.
✨ A Câmara considerou as declarações de Zampolli como misóginas, discriminatórias e xenofóbicas.
Além de repudiar suas afirmações, a Casa Legislativa declarou Zampolli como 'persona non grata', o que significa que ele não é mais bem-vindo como representante em seu território. O requerimento inclui recomendações ao Ministério das Relações Exteriores para que sejam tomadas medidas diplomáticas, como a busca de esclarecimentos e a solicitação de um pedido público de desculpas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ressaltou a importância de condenar atos e discursos que promovam a violência contra as mulheres, lembrando também o alarmante aumento dos casos de feminicídio no Brasil. 'Não aceitaremos qualquer declaração que infrinja os direitos das mulheres ou que perpetue comportamentos agressivos', declarou Motta.
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