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Justiça
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Brasileira processa empresa de MrBeast por suposta retaliação

Ação destaca violações na licença-maternidade e assédio

João Pereira24 de abril de 2026 às 02:15
Brasileira processa empresa de MrBeast por suposta retaliação

Lorrayne Mavromatis, uma brasileira, ajuizou uma ação contra as empresas associadas ao influenciador digital MrBeast, alegando descumprimento da Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA). O processo destaca supostas coercizações em seu retorno ao trabalho, que teriam afetado sua saúde e direitos.

Lorrayne alega que foi forçada a trabalhar durante a licença-maternidade e demitida brevemente após retornar.

Responsabilidades Durante a Licença Maternidade

De acordo com a denúncia, Lorrayne não foi devidamente informada sobre seus direitos relacionados à licença-maternidade. Além disso, alegou que recebeu pressão para continuar participando de atividades profissionais enquanto estava prestes a dar à luz, como reuniões de trabalho e gestão de produtos, inclusive viajando internacionalmente com pouco tempo após o nascimento de seu filho.

A alegação controversa da demissão três semanas após o retorno é destacada como uma possível retaliação por parte da empresa, ainda mais grave pelo fato de que ela afirma ter sido substituída por um homem.

Diferenças entre Licença Maternidade nos EUA e no Brasil

Licença Maternidade nos EUA

Nos Estados Unidos, a licença-maternidade não é obrigatoriamente remunerada. A Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA) permite 12 semanas de afastamento sem pagamento, desde que certas condições sejam atendidas.

De acordo com advogados, a legislação americana oferece proteção, mas não garante estabilidade no emprego. Isso contrasta com o Brasil, onde as gestantes possuem direitos mais robustos, incluindo proteção contra demissões injustificadas durante a gravidez e até 180 dias de licença-maternidade.

No Brasil, mulheres têm estabilidade garantida durante a gestação e licença-maternidade, o que não ocorre nos EUA.

No Brasil, as gestantes desfrutam de proteção desde a confirmação da gravidez, sendo proibidas de serem demitidas sem justa causa até cinco meses após o parto. Além disso, a lei brasileira prevê o direito a licenças remuneradas, aumentando a segurança para as trabalhadoras.

Impacto e Questões de Gênero

Dados mostram que, entre 2018 e 2023, mais de 380 mil mulheres foram demitidas após dar à luz, levantando preocupações sobre discriminação de gênero no local de trabalho. A proteção legal é vista como um passo importante para assegurar que maternidade não seja um fator de desvantagem no mercado de trabalho.

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