Andrei Rodrigues se manifestou sobre investigações no STF e afastamento cautelar.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que a corporação não monitorou o ministro André Mendonça e defendeu os relatórios de inteligência da polícia.
"Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados, ou qualquer medida invasiva", disse Andrei.
Andrei Rodrigues destacou que o envio dos documentos ao ministro Alexandre de Moraes foi um ato de cumprimento de ordem judicial e que os documentos gerados pela área de inteligência da PF são legais. "A interpretação baseada na referida premissa equivocada inviabilizaria a atividade de inteligência, uma vez que não se pode qualificar como vigilância a análise das circunstâncias institucionais que afetam as investigações. Não houve, portanto, qualquer ingerência na privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas", argumentou.
✨ “Os relatórios questionados cumpriam com o papel definido nas normas e demonstram-se hígidos”, disse Andrei.
Andrei Rodrigues tinha até esta sexta-feira (11) para se manifestar sobre as decisões no STF que questionam sua permanência no cargo. O prazo terminaria por volta das 18h, conforme estipulado pela decisão de Fachin publicada na quarta-feira (9).
O ministro André Mendonça afastou Andrei e Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência da PF, alegando indícios de uso indevido da estrutura da PF para monitorar ministros do STF. Mendonça classificou os relatórios como tecnicamente frágeis e incompatíveis com a atividade de inteligência, afirmando que haviam exposto informações sigilosas.
Na sequência, o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei Rodrigues, argumentando que o Partido Novo, autor do pedido, não tinha legitimidade para fazer requerimentos assim, e que isso poderia comprometer investigações em andamento.
Dino também solicitou a relatoria de investigações do 'Inquérito das Fake News', anteriormente sob supervisão de Alexandre de Moraes. A próxima sessão extraordinária do plenário do STF está marcada para 15 de setembro, visando discutir os relatórios da PF sobre a relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Jornalista especializado em Justiça

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