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Justiça
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Eduardo Bolsonaro é acusado de coação na PGR por Eduardo Gonet

Presunto envolvimento em pressão contra ministros do STF

Carlos Silva11 de maio de 2026 às 20:50
Eduardo Bolsonaro é acusado de coação na PGR por Eduardo Gonet

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta sérias acusações de coação em um processo em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme relato do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em alegações finais apresentadas ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, Gonet declarou que Eduardo Bolsonaro atuou de maneira “continuada” para pressionar os ministros da Corte e influenciar as apurações sobre a tentativa de golpe no Brasil.

Eduardo Bolsonaro teria articulado sanções internacionais contra integrantes do STF.

A PGR argumenta que Bolsonaro não apenas ameaçou a obtenção de sanções severas, mas também já provocou medidas reais que afetaram tanto os ministros quanto o Brasil, após uma mobilização de autoridades norte-americanas capazes de aplicar restrições a cidadãos brasileiros.

As alegações indicam que Eduardo buscava a proteção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tentando garantir benefícios por meio da pressão internacional, que inclui sanções econômicas e diplomáticas contra membros do STF.

A Primeira Turma do STF já havia aceitado a denúncia da PGR em novembro do ano passado, com o voto favorável dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, levando à formalização da ação penal em fevereiro deste ano.

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As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras

Paulo Gonet

É importante destacar que, embora Bolsonaro tenha sido indiciado pela Polícia Federal, o procurador-geral não apresentou denúncia contra o ex-presidente no processo. Jair Bolsonaro já cumpre uma sentença de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

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