Sentença foi anunciada após julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, e pelos ferimentos causados a um amigo durante um acidente de trânsito em março de 2024, na zona leste de São Paulo.
A sentença foi lida por volta de 1h20 da madrugada desta sexta-feira (30), após o segundo dia de julgamento que se estendeu pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda. O júri popular, composto por sete jurados (quatro mulheres e três homens), reconheceu a responsabilidade criminal de Sastre pelos crimes apontados pela acusação.
✨ O empresário foi condenado por homicídio qualificado e lesão corporal, com a agravante de perigo comum sendo considerada pelos jurados.
O julgamento, que teve início na quarta-feira (28), contou com depoimentos de testemunhas, familiares das vítimas e a confissão de Sastre sobre o consumo de bebidas alcoólicas antes do acidente. O empresário, que até então negava ter ingerido álcool, admitiu durante o interrogatório que havia se embriagado.
Outra confirmação importante foi feita pelo amigo de Sastre, Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no veículo no momento da colisão. Ele narrou que tentou persuadir Sastre a não dirigir e corroborou a versão de que o empresário havia consumido álcool.
O julgamento também foi marcado por incidentes, como a condução coercitiva da namorada de Sastre ao fórum e sua posterior exclusão do plenário por desrespeito às regras do tribunal.
Após o acidente, que ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, o Porsche 911 conduzido por Sastre colidiu violentamente com um Renault Sandero. Com a velocidade em 156 km/h em um trecho onde a máxima era de 50 km/h, o impacto foi fatal para Ornaldo, enquanto Marcus ficou gravemente ferido.
Os policiais militares que liberaram Sastre após o acidente foram também acusados de não realizarem o teste do bafômetro, tornando-se réus na Justiça Militar de São Paulo.
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