A professora Bárbara Carine destaca a necessidade de diversidade no Judiciário durante encontro com Lula.

Durante um encontro em setembro com comunicadores e ativistas, o presidente Lula, então candidato à reeleição, abordou a questão da sub-representação negra nos altos cargos do Judiciário. A professora e pesquisadora antirracista, Bárbara Carine, trouxe essa reivindicação ao centro do debate.
Ao final da reunião, Lula se dirigiu a Carine e prometeu que seu compromisso era ter uma ministra negra no STF, destacando a importância de competência técnica e senso coletivo. A professora foi convidada a sugerir nomes, e indicou a promotora baiana Lívia Santana Vaz.
✨ A indicação de Lívia Santana Vaz representa uma oportunidade histórica, com o Executivo podendo preencher quatro vagas no STF durante o próximo mandato, incluindo a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.
Entretanto, o nome da ex-candidata Simone Tebet, veiculado por uma coluna da Folha de S.Paulo, reacendeu preocupações sobre a manutenção de padrões de exclusão no tribunal, que ao longo de 135 anos teve apenas três mulheres, nenhuma delas negra.
Lívia Santana Vaz, com mais de 20 anos de experiência como Promotora de Justiça na Bahia, traz uma notória qualificação à sua candidatura. Ela é defensora dos direitos humanos e tem uma forte atuação no combate ao racismo e feminicídio.
A sua escolha para o STF não é apenas uma questão simbólica, mas um passo necessário para romper o ciclo histórico que exclui mulheres negras dos espaços de decisão. Vaz ressalta que sua presença visa abrir caminhos e desafiar a injustiça.
Além disso, ela critica a falta de diversidade no sistema de Justiça, apontando que a ausência de representatividade compromete a qualidade da democracia brasileira. "Uma democracia que não reflete sua composição nas esferas de poder é uma democracia de baixa intensidade”, afirma.
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