Mauro Cid pede extinção de pena com base em medidas cautelares
Ministro do STF analisa recurso sobre pena do ex-ajudante de Bolsonaro

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, busca a extinção de sua pena, alegando que o cumprimento de medidas cautelares já compensaria a sanção imposta pelo STF. O pedido seguirá agora para apreciação da PGR.
Alexandre de Moraes, ministro do STF, recebeu um pedido de Cid, que discute a equivalência entre o período de prisão preventiva do militar e as medidas cautelares que ele enfrenta, como o recolhimento domiciliar noturno e o uso de tornozeleira eletrônica.
✨ A defesa alega que as restrições judiciais foram aplicadas desde maio de 2023 e representam uma limitação efetiva à liberdade do réu, o que justifica o pedido de extinção da pena.
Os advogados argumentam que o tempo que Cid esteve sob restrições ultrapassa dois anos e cinco meses, baseando-se no Tema 1.155 do STJ, que permite descontar períodos de recolhimento domiciliar da pena, caso haja restrição real da liberdade.
No entanto, Moraes havia negado um pedido anterior sobre a contabilidade do tempo de restrições, afirmando que apenas a prisão provisória pode ser abatida conforme o artigo 42 do Código Penal. Cid esteve detido preventivamente por cinco meses e 17 dias, um período que o magistrado considerou insuficiente para extinguir a pena de dois anos resultante de sua colaboração premiada.
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