Amostras aguardam inclusão em bancos de DNA para identificação

Um levantamento realizado pelo Ministério da Justiça revelou que, nos Institutos Médico Legais (IML) de todo o Brasil, existem atualmente cerca de 40 mil amostras de corpos que permanecem sem identificação e não foram ainda inseridas nos bancos de DNA, destinados a localizar parentes e estabelecer a identidade das vítimas.
Simone de Jesus, técnica da Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas, explicou que essas amostras passarão por um processo de análise e validação antes de um cronograma ser elaborado em conjunto com os estados para processá-las e adicioná-las aos bancos de DNA.
✨ Atualmente, são registrados cerca de 80 mil boletins de ocorrência para desaparecimentos no Brasil anualmente.
A informação sobre o número de amostras sem identificação foi divulgada durante o lançamento da 4ª edição de uma mobilização nacional que visa incentivar famílias de pessoas desaparecidas a doarem material genético para os bancos de DNA.
A coleta costuma ser realizada por laboratórios das polícias civis nos estados, onde o DNA dos doadores é comparado com as amostras de corpos não identificados com o objetivo de auxiliar na identificação de desaparecidos.
Atualmente, os bancos de DNA no Brasil contêm 14.139 amostras de corpos não identificados e material genético de 10.574 pessoas em busca de parentes desaparecidos. A identificação de materiais genéticos já resultou na confirmação da identidade de 815 pessoas no país, sendo 112 dessas identificações realizadas após coletas nas mobilizações de 2024 e 2025.
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