Ações buscam impedir a divulgação de notícias falsas que prejudicam o processo eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral ajuizou duas ações, na noite de sábado, com a finalidade de coibir a disseminação de desinformação sobre o fechamento temporário de embaixadas e sobre alegações de fraude nas urnas eletrônicas.
No primeiro caso, o órgão evidenciou uma "divulgação orquestrada nas redes sociais" de vídeos que alegam que o fechamento das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil está relacionado a "ameaças terroristas e risco iminente de golpe de Estado". Segundo o procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, essas publicações carecem de fundamento e provocam "instabilidade social".
A segunda ação visou combater a circulação de um vídeo falso no Whatsapp, criado em 2018, que envolve supostos policiais militares afirmando sobre "fraude no código e no zeramento das urnas eletrônicas". O documento ressalta que o conteúdo já foi desmentido por agências de checagem.
✨ "Não há como confundir liberdade de expressão com a possibilidade de disseminação de fato sabidamente inverídico, na tentativa de descredibilizar o processo eleitoral e as instituições públicas, sem amparo em qualquer lastro fático ou probatório mínimo", afirmou Espinosa.
O primeiro turno das eleições gerais deste ano teve início às 8 horas e se encerrará às 17 horas, momento em que as urnas serão fechadas e os votos contabilizados. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, aproximadamente 159 milhões de pessoas estão aptas a votar.
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Jornalista especializado em Justiça

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