Ministro do STF justifica sua decisão em função de potencial influência nas eleições de 2026.

O ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido de votar na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). A decisão ocorre em meio à análise da conduta do ministro Alexandre de Moraes, após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Nunes Marques, cujo nome e de seu filho apareceram em diálogos extraídos do celular de Vorcaro, justificou sua posição afirmando que nunca trocou mensagens com o ex-banqueiro. Ele disse: "Entendo que tenho uma missão, e que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026".
✨ O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] deve permanecer equidistante em relação ao processo eleitoral. Por isso, não me sinto confortável em participar deste julgamento", completou o ministro.
Um dos trechos das mensagens revela uma conversa entre Vorcaro e o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, onde são mencionados dados de Kevin Marques e um valor de R$ 500 mil por mês, a ser pago pela Consult Inteligência Tributária. Em resposta a essas alegações, a defesa de Kevin Marques afirmou que ele não prestou serviços ao Banco Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro.
De acordo com a defesa, Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, mas isso se refere a serviços jurídicos especializados na área tributária, sem ligação com o STF.
Além disso, na segunda-feira (14), a Polícia Federal (PF) confirmou que entregou cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
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