Rico Melquíades é acusado de coagir trabalhadoras sobre preferências políticas em vídeo nas redes sociais.

O Ministério Público Eleitoral em Alagoas instaurou um procedimento investigativo após identificar a prática de coação eleitoral em um vídeo publicado nas redes sociais no último sábado, dia 12, pelo influenciador digital Rico Melquíades.
Nas imagens, Melquíades aparece ao lado de quatro mulheres, questionando quem é responsável por seus salários e a preferência político-partidária delas. Ele menciona que uma das trabalhadoras, ao associá-la ao PT, estaria demitida e ordena que ela pegue seus pertences, reforçando a menção ao pagamento de sua remuneração.
O caso será enviado à Polícia Federal para a apuração na esfera criminal, devido à possível prática do crime de uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido. Dado a gravidade da situação, o MPE também acionará a Justiça Eleitoral.
✨ O procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, classificou a atitude de Melquíades como uma violação inaceitável da liberdade de escolha do eleitor, ressaltando que o poder econômico nunca deve interferir nas escolhas políticas de qualquer cidadão.
Coêlho destacou que mesmo alegações de que se tratava de uma brincadeira não anulam a ilicitude do ato, pois a ameaça de perda do emprego sob uma relação de poder configura um constrangimento intolerável. Além disso, enfatizou que o voto é um direito livre e secreto, protegido por garantias fundamentais do processo democrático.
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