Inquérito investiga tentativas de interferência em processos do STF por Eduardo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, assumiu a condução do inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para tentar interferir em processos em andamento na Corte. O procedimento passou a constar nesta quarta-feira (9) como “concluso à Presidência”.
Anteriormente, o inquérito estava sob relatoria de Alexandre de Moraes e resultou na ação penal que culminou na condenação de Eduardo em junho, a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo.
✨ A mudança de relatoria é um dos efeitos da decisão de Fachin de retirar Moraes da condução do inquérito das Fake News, concentrando na Presidência do STF as investigações relacionadas.
A investigação sobre Eduardo foi iniciada em maio de 2025, a fim de apurar suas articulações nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e influenciar o julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL). Em 16 de junho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade. A transferência da investigação para Fachin não altera a ação penal já julgada, e a portaria assinada nesta quarta mantém com Moraes as ações penais que já tinham denúncia recebida.
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Jornalista especializado em Justiça

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