Ministério Público resgata indígenas em condições de escravidão no RS
Seis trabalhadores Guarani foram encontrados em situação degradante

Uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) resultou no resgate de seis trabalhadores indígenas, todos pertencentes ao povo Guarani, que estavam em condições análogas à escravidão em uma fazenda localizada no município de Glorinha, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, 30.
Os seis homens, com idades entre 20 e 30 anos, viviam em alojamentos extremamente degradantes. De acordo com o MPT-RS, não havia documentação assinada que comprovasse a relação laboral, violando direitos essenciais.
✨ Dos resgatados, dois falavam apenas guarani e enfrentaram dificuldades para se comunicar em português durante a operação.
Segundo informações do MPT, os indígenas foram encontrados morando em um casebre de madeira que não oferecia condições mínimas de habitabilidade, sem instalações sanitárias apropriadas. As denúncias também indicaram que o empregador não disponibilizava nem mesmo cobertas ou ferramentas básicas para o trabalho aos contratados.
Na operação, a Polícia Federal também atuou e prendeu em flagrante o proprietário da fazenda, cuja identidade não foi revelada. Os empregadores, após a intervenção do MPT, assinaram um Termo de Ajuste de Conduta, comprometendo-se a cessar imediatamente qualquer forma de exploração do trabalho degradante e a proporcionar uma indenização por danos morais a cada um dos trabalhadores afetados.
Contexto
Condições análogas à escravidão referem-se a situações em que trabalhadores estão submetidos a exploração severa, sem direitos, podendo incluir alojamento precário e falta de remuneração justa.
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