Guimarães destaca que decisão do STF carece de fundamento e reflete interesse eleitoral.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, considerou como 'descabida' a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nesta terça-feira (8).
De acordo com Guimarães, a medida representa uma 'intromissão' e tem um tom 'eleitoral'. 'Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência a decisão do ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe. Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências', afirmou Guimarães.
✨ A Segunda Turma do STF formou maioria para manter Andrei afastado da direção da PF, mas o julgamento está suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Andrei Rodrigues foi afastado em meio a divergências entre a PF e André Mendonça, relator dos casos do Banco Master e das fraudes no INSS. A decisão do ministro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para identificar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça.
Conforme a CNN informou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resolveu proceder com cautela frente à decisão de afastamento, optando por ouvir ministros antes de manifestar uma posição. Guimarães foi o primeiro integrante do Planalto a se pronunciar publicamente sobre o assunto.
Lula tem recebido conselhos para reagir 'institucionalmente' ao afastamento, com a intenção de recorrer à decisão via AGU (Advocacia-Geral da União). O governo planeja argumentar a violação de competência privativa do presidente da República ainda nesta terça-feira (8), sustentando que cabe somente a Lula indicar o chefe da PF.
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Jornalista especializado em Justiça

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