Ex-presidente da Câmara Municipal de SP é investigado por envolvimento com facção criminosa.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Rogerio Schietti, negou o pedido de liminar que solicitava a soltura do ex-vereador de São Paulo, Milton Leite, do União, mantendo sua prisão. Leite se entregou à Polícia Civil paulista na última sexta-feira, 18, e ficou detido na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, conforme informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo é alvo de investigações por supostas relações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), especialmente relacionadas ao setor de transporte público na capital. A investigação, liderada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, indica que Leite poderia estar diretamente ligado à operação de empresas sob controle do PCC.
✨ Leite, aliado do governador Tarcísio de Freitas, foi considerado foragido por alguns dias antes de sua entrega às autoridades.
Na quinta-feira, 17, a polícia fez uma busca na residência de um assessor do ex-vereador em Sorocaba e não o encontrou. No local, foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil em espécie. O relator do caso destacou que não cabe aos tribunais superiores analisar habeas corpus contra a negativa de liminar. O pedido contestava uma decisão monocrática de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, que ainda não havia sido analisada pelo colegiado.
O magistrado também ressaltou que a manutenção da prisão foi considerada essencial para o andamento das investigações da “Operação Vectura Corrupta“, que investiga a suposta infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo de São Paulo. Assim, o STJ pode examinar o mérito do habeas corpus somente após uma decisão definitiva do tribunal paulista.
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