A força-tarefa atuou em 19 estados brasileiros e identificou diversas irregularidades trabalhistas.

Durante o mês de agosto, a Operação Resgate VI, uma força-tarefa nacional voltada ao combate do trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas, resgatou 479 trabalhadores em todo o Brasil. Desses, 404 eram homens e 75 mulheres, além de 15 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.
Realizada entre 1º e 31 de agosto, a operação identificou ainda 66 trabalhadores migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. Contou com 231 ações de fiscalização sob a coordenação de auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e a colaboração de diversos órgãos, incluindo o Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF).
✨ Minas Gerais registrou o maior número de resgates, totalizando 208 trabalhadores, o que representa 43,4% do total resgatado na operação.
A maioria das fiscalizações ocorreu em áreas rurais, contabilizando 61% das ações, resultando no resgate de 292 trabalhadores. Setores como a construção civil e o cultivo de café também registraram números significativos de resgates. Até agora, os empregadores identificados na operação foram obrigados a pagar R$ 1,47 milhão em verbas trabalhistas. Contudo, estima-se que o total dessas verbas chegue a R$ 3,29 milhões.
Apesar do aumento no número de trabalhadores resgatados, a operação poderia ter sido ainda mais eficaz se houvesse um maior número de auditores-fiscais, já que atualmente existe um déficit significativo dessa categoria no Brasil. O Código Penal define trabalho análogo à escravidão como aquele que submete o trabalhador a condições degradantes ou jornadas exaustivas.
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Jornalista especializado em Justiça

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