Leniel Borel questiona a decisão em um julgamento histórico.

Leniel Borel, o pai de Henry, protocolou nesta segunda-feira (8) um recurso contra a decisão judicial que concedeu o perdão a Monique Medeiros, sua ex-parceira. Esse julgamento, que se estendeu por 11 dias e foi finalizado na última quinta-feira (4), é reconhecido como o mais longo da história do sistema judiciário do estado do Rio de Janeiro.
No recurso, Borel argumenta que ocorreram falhas graves na formulação e na condução das perguntas feitas ao júri, apontando que algumas respostas apresentadas foram logicamente incompatíveis com as conclusões que os jurados tinham previamente alcançado. O advogado Cristiano da Rocha Medina, que representa Leniel, destaca que os jurados já haviam reconhecido a responsabilidade de Monique e rejeitado a defesa dela, mas foram confrontados com novos questionamentos que criaram contradições no veredicto.
✨ O perdão judicial foi fundamentado pela juíza Elizabeth Louro, que alegou que Monique já teria enfrentado uma punição severa o suficiente.
A juíza criticou a resposta da sociedade, chamando-a de desproporcional e discriminatória, ressaltando um padrão cultural que impõe a expectativa de que as mulheres sejam mães exemplares. Monique Medeiros foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por tortura. Entretanto, como ela já cumpria prisão preventiva, essa pena foi considerada cumprida.
Henry Borel faleceu em 8 de março de 2021, em seu lar na Barra da Tijuca, onde residia com a mãe e Jairinho, seu padrasto. Na ocasião da tragédia, o casal alegou que a criança havia sido encontrada inconsciente. No entanto, os médicos que atenderam Henry constataram a morte devido a hemorragia interna e laceração hepática.
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Jornalista especializado em Justiça

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