Ex-autoridades se tornam réus em caso de obstrução de investigações.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. A acusação se refere a vazamentos de informações sigilosas e obstrução de investigações relacionadas a organizações criminosas no estado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da aceitação da denúncia, transformando Bacellar e outros em réus. Entre os envolvidos, estão também o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, a esposa de TH Joias, Jéssica de Oliveira Lima, e o assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado.
✨ A Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025, visa desarticular uma organização criminosa envolvida em tráfico internacional de armas e drogas.
A acusação afirma que Bacellar e Júdice Neto colaboraram para prejudicar a Operação Zargun. A PGR destacou que Júdice teria alertado Bacellar sobre medidas cautelares que estariam em andamento, além de encontros pessoais entre eles nas vésperas da operação, onde teriam discutido questões sigilosas.
Além disso, a denúncia revela que, durante a operação, não foram encontrados equipamentos digitais no gabinete de Bacellar, levantando suspeitas sobre a possível destruição de provas. Ele também teria deixado sua residência antes da ação policial, com auxílio de sua esposa, que transportou materiais relevantes.
Após se tornar foragido, TH Joias foi localizado em um apartamento pertencente ao seu assessor. A PGR argumenta que este assessor ajudou a esconder o ex-deputado e tentou eliminar evidências digitais importantes. A denúncia está agora sendo examinada virtualmente pelo STF.
Os crimes investigados estão relacionados a uma das organizações mais perigosas do Brasil, o Comando Vermelho, evidenciando a profunda corrupção dentro das instituições do estado.
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