Partido questiona normas do Estado de São Paulo que avaliam gestores por dados de plataformas

O partido Rede acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar normas do Estado de São Paulo, que autorizam a avaliação de gestores e educadores da rede estadual utilizando métricas de plataformas digitais.
O relato do processo ficará sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli. A ação argumenta que ferramentas do programa 'Sala do Futuro', como 'Redação Paulista', 'Leia SP' e 'Tarefa SP', coletam dados sobre atividades de estudantes, como tarefas realizadas e tempo de leitura.
✨ A Rede pede a suspensão imediata das métricas digitais nos processos de avaliação dos educadores, visando proteger a autonomia pedagógica.
Essas informações são compiladas no painel SuperBI, que também atribui notas às escolas. A nova metodologia de avaliação, que inclui diretores e supervisores, leva os educadores a utilizar recursos digitais em sala de aula. A Rede critica a falta de previsão legal para tal exigência.
Além disso, a ação requer que o STF garanta o respeito à autonomia dos professores e que quaisquer ações que afetem os servidores sejam decididas individualmente e com direito ao contraditório. Em um relatório recente, a Plataforma Dhesca Brasil indicou que a imposição do uso de plataformas educacionais na rede estadual paulista prejudica a educação ao transformar a escola em um ambiente de controle e desempenho.
Os pesquisadores apontam que essa abordagem fere os direitos educacionais, ao restringir a autonomia dos educadores e limitar a diversidade de métodos pedagógicos, reduzindo a sala de aula a um espaço de mediadores de ferramentas digitais.
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Jornalista especializado em Justiça

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