Companhia argumenta que consumo de energia em crises hídricas exige reclassificação dos gastos.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) solicitou à ANA (Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico) uma reclassificação dos gastos com energia elétrica. Durante a Consulta Pública nº 003/2026, a empresa argumentou que, em situações de crise hídrica, o consumo de energia deve ser considerado um custo fora do controle da companhia, desde que comprovado tecnicamente.
Com a prorrogação das contribuições até 2 de outubro, a empresa paulista defendeu que o consumo de energia não depende apenas da eficiência administrativa, mas também de fatores como relevo, distância entre sistemas e as condições dos mananciais.
✨ A Sabesp alega que crises hídricas podem aumentar o bombeamento e a transferência de água, resultando em maior consumo de energia essencial à operação, o que não é sempre resultado de ineficiência.
O ex-diretor da Aneel, Jerson Kelman, enfatizou a importância de distinguir entre o risco de preço e o risco de quantidade de energia para operar sistemas de saneamento. Ele defendeu a avaliação das condições específicas de cada concessionária, evitando análises padronizadas que não considerem características locais.
Entre outras solicitações, a Sabesp também pediu mudanças nos critérios de eficiência de operações e uma análise mais justa ao comparar com outras empresas, além de um tratamento gradual na reforma tributária proposta.
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